quarta-feira, 20 de julho de 2011

Atividades de História do Brasil - Escravidão

Questões de Vestibular: História - Brasil - Escravidão

Questão 21: (UEPG/PR) Os textos a seguir apresentam leituras sobre o contexto do fim da escravidão no Brasil."[...] No Brasil a decretação da lei que pôs fim a essa chaga secular – a escravidão – foi uma festa de fraternidade, que lembra os entusiasmos das festas com que a França toda se irmanou a 14 de julho e que inspiraram Michellet. [...] Entre nós não houve necessidade de uma luta entre irmãos, de armas em punho, levantados uns em nome do interesse da rotina agrícola, erguidos outros à sombra de um lábaro, que traía seus interesses egoísticos de sociedade industrial precisando de braço livre e branco. [...]" (O Paiz, 13 maio 1908, citado por HONORATO, César Teixeira; OLIVEIRA, Newton Cardoso de. In: COGGIOLA, Osvaldo (org).). A revolução francesa e seu impacto na América Latina. São Paulo: Edusp, 1990. p. 340.) "[...] O abolicionismo se fez num ambiente de violência, de revoltas locais de quilombos, num movimento de ameaça à ordem pública e que marcou profundamente a política brasileira com relação à cidadania, por isso este é um momento de retração dos votos, de crise da cidadania urbana, há o motim dos vinténs, o radicalismo urbano no Rio de Janeiro, o movimento de revolta dos funcionários públicos contra o selo, contra o aumento das passagens do bonde, enfim, um clima de comícios populares, com o começo do movimento operário no Rio de Janeiro, que se confunde muito com o abolicionismo na sua tangente mais revolucionária." (DIAS, Maria Odila Leite da Silva. A Revolução Francesa e o Brasil: sociedade e cidadania. In: COGGIOLA, Osvaldo (org.). A revolução francesa e seu impacto na América Latina. São Paulo: Edusp, 1990. p. 305.) Com base nos textos, assinale a alternativa que apresenta a compreensão do editorial do jornal O Paiz e da historiadora Maria Odila sobre o contexto do abolicionismo no Brasil:
A - A historiadora analisa o abolicionismo restringindo-o às condições do mundo escravo e desconsiderando a importância do contexto urbano para a compreensão desse movimento.
B - Tanto para o editorial quanto para a historiadora, as discussões em torno do abolicionismo no Brasil ocorreram dentro de um contexto em que se destaca a ausência de conflitos sociais expressivos.
C - O editorial do jornal ressalta que, no Brasil, os interesses dos setores vinculados ao estabelecimento da mão-de-obra livre estiveram ausentes da campanha abolicionista.
D - No texto da historiadora percebe-se a preocupação em elaborar uma memória para o abolicionismo com ênfase na participação de grandes personagens reconhecidos pela história oficial.
E - A diferença de abordagem sobre o abolicionismo, presentes nos textos, revela no editorial do jornal o viés conciliador que contribuiu para que o país fosse um dos últimos a decretar o fim do trabalho escravo.

Questão 22: (UEL/PR) "[...] Nas grandes fazendas de café, [...] a maior parte dos escravos se ocupava do serviço de roça. Esse era o trabalho de José, embora tivesse, depois da sua chegada, aprendido alguma coisa de carpintaria. [...] Não demorou muito José percebeu que os ritmos do trabalho não tinham somente os sons do chicote e da gritaria imposta pelos feitores. Aprendeu e logo se animava com os vissungos, cantigas africanas. Sob formas de versos cifrados, repetidos refrões e com significados simbólicos, também serviam como senhas, por meio das quais resenhavam suas vidas e expectativas e mesmo avisavam uns aos outros sobre a aproximação de um feitor. O ’ngoma’ – como diziam – podia estar perto. A despeito da violência e péssimas condições, tentar de.nir alguns sons e ritmos do trabalho era uma face fundamental da organização de suas próprias vidas escravas." (GOMES, Flávio. O cotidiano de um escravo. Folha de S.Paulo. São Paulo, 24 ago. 2003. Caderno Mais!, p. 9.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre a escravidão no Brasil, assinale a alternativa que interpreta de maneira adequada as estratégias presentes no cotidiano dos escravos:
A - Entre os escravos, formas de comunicação e sociabilidade alternativas foram eliminadas pelo uso constante da violência e da vigilância dos senhores.
B - O escravo africano redefinia sua identidade social reagindo contra a alienação imposta pela cultura do trabalho baseada na escravidão.
C - Ao utilizar cantigas africanas para amenizar o trabalho árduo, os escravos criaram estratégias simbólicas dissociadas da resistência, já que esta última se reduzia à formação dos quilombos.
D - A condição do escravo como simples instrumento de trabalho para lavrar a terra impossibilitou a negociação de relações sociais diferenciadas, como, por exemplo, o aprendizado de outros ofícios.
E - A comunicação por meio de sinais durante o trabalho limitava-se a evitar os castigos corporais, sendo irrelevante para a constituição de uma identidade social entre os escravos.

Questão 23: (UFMT) Tendo como um de seus pilares de sustentação o regime da escravidão, o Estado Monárquico brasileiro enfrentou um dos maiores impasses – a promoção do fim da escravidão e a busca de alternativas para a mão-de-obra interna. Triunfou o projeto:
A - imposto pelos escravos e ex-escravos que resistiram com violência à escravidão;
B - intelectual, defendido pelo Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, baseado na teoria positivista;
C - gradual da abolição, defendido pela elite dirigente;
D - real, proposto e defendido pela Família Real;
E - haitiano, garantindo em um primeiro momento a vitória dos escravos.

Questão 24: (UFPE) As condições de vida dos escravos nos engenhos de açúcar eram precárias, marcadas pela violência e por constantes punições. É importante afirmar que a existência de escravos na sociedade colonial brasileira contribuiu para sedimentar desigualdades e dificultar a luta contra a metrópole portuguesa. Assim, a escravidão nesse período:
A - serviu de base para a sustentação econômica da colônia, embora se restringisse apenas à zona rural;
B - não se estendeu à pecuária, onde o trabalho indígena foi aproveitado com grande eficiência;
C - não apresentou resistência à prática violenta dos senhores; muitos escravos fugiam ou praticavam o suicídio;
D - serviu, como mão-de-obra, para consolidar o patriarcalismo e o desprezo pelo trabalho manual;
E - foi praticada apenas nas regiões onde houve grande produção agrícola para exportação.

Questão 25: (FUVEST/SP) Número de escravos africanos trazidos ao Brasil:
Pelos dados apresentados, pode-se concluir que, no século XIX:
A - a importação de mão-de-obra escrava diminuiu em decorrência da crise da economia cafeeira;
B - o surto industrial da época de Mauá trouxe como conseqüência a queda da importação de mão-de-obra escrava;
C - a expansão da economia açucareira desencadeou o aumento de mão-de-obra livre em substituição aos escravos;
D - a proibição do tráfico negreiro provocou alteração no abastecimento de mão-de-obra para o setor cafeeiro;
E - o reconhecimento da independência do Brasil pela Inglaterra causou a imediata diminuição da importação de escravos.

Questão 26: (UNIFESP/SP) Estima-se que, no fim do Período Colonial, cerca de 42% da população negra ou mulata era constituída por africanos ou afro-brasileiros livres ou libertos. Sobre esse expressivo contingente, é correto afirmar que:
A - era o responsável pela criação de gado e pela indústria do couro destinada à exportação;
B - vivia, em sua maior parte, em quilombos, que tanto marcaram a paisagem social da época;
C - possuía todos os direitos, inclusive o de participar das Câmaras e das irmandades leigas;
D - tinha uma situação ambígua, pois não estava livre de recair, arbitrariamente, na escravidão;
E - formava a mão-de-obra livre assalariada nas pequenas propriedades que abasteciam as cidades.

Questão 27: (UFRGS) Analise atentamente os dados da tabela abaixo:
Adaptado de: BETHELL, Leslie. A abolição do comércio brasileiro de escravos. Brasília: Senado Federal, 2002. p.440. Considere as seguintes afirmações, levando em conta os dados da tabela e os efeitos da legislação abolicionista, bem como a pressão exercida pela Inglaterra:
I. Após um pequeno período inicial de estagnação, a entrada de escravos foi crescente, exceto no período 1840-1845, atingindo seu auge nos anos posteriores à aprovação do Bill Aberdeen.
II. A aprovação da Lei Eusébio de Queirós, no início da década de 1850, reduziu drasticamente o ingresso de escravos, levando virtualmente ao fim do tráfico legal entre a África e o Brasil.
III. A queda verificada nas importações de escravos na primeira metade da década de 1840 esteve associada à crescente pressão da Inglaterra, que queria monopolizar o tráfico de escravos para a América do Sul.
Quais estão corretas?
A - Apenas I
B - Apenas III
C - Apenas I e II
D - Apenas I e III
E - Apenas II e III

Questão 28: (PUC-RS) Responder à questão com base nas afirmativas a seguir, sobre o movimento abolicionista no Brasil, na segunda metade do século XIX.
I. A campanha abolicionista reforçava-se pela pressão antiescravista internacional e pelo fato de o Brasil ser o último país independente a manter a escravidão após 1865.
II. O movimento abolicionista tinha a participação de setores agrários não-vinculados à escravidão e das camadas médias urbanas: intelectuais, profissionais liberais e estudantes universitários.
III. Importantes setores do abolicionismo viam a necessidade de serem criados meios de integração dos negros à sociedade, na condição de trabalhadores assalariados, após aabolição.
Pela análise das afirmativas, conclui-se que:
A - Apenas a I está correta
B - apenas a III está correta
C - apenas a I e a II estão corretas
D - apenas a II e a III estão corretas
E - a I, a II e a III estão corretas

Questão 29: (UFMG) Leia este trecho de documento: Pela presente, por um de nós escrita e por ambos assinada, declaramos que, desejando comemorar por um ato digno da Religião de Cristo, o redentor, e de humanidade, o aniversário que hoje celebramos, e atendendo aos serviços que já tem nos prestado o pardo Sabino, nosso escravo, temos de comum acordo e de muita nossa livre e espontânea vontade, resolvido conferir ao mesmo, como conferimos, a sua liberdade, podendo conduzir-se como se de ventre livre fosse nascido: com a cláusula porém de continuar a servir-nos, ou a pessoa por qualquer de nós designada, ainda por espaço de cinco anos a partir desta data.
(Registro de uma carta de liberdade conferida, em 1866, pelo Dr. Agostinho Marques Perdigão Malheiro e sua mulher ao pardo Sabino. Citado por CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.p. 140.) Com relação à conjuntura histórica em que foi abolida a escravidão e com base nas informações contidas nesse trecho, é correto afirmar que:
A - a extinção da escravidão se deu de forma abrupta, sendo que as elites abolicionistas optaram por uma estratégia radical de enfrentamento com a Coroa, o que causou grandes traumas sociais;
B - as soluções encontradas para o problema da escravidão não escaparam ao controle político da Igreja Católica, que acabou impondo aos fiéis da elite uma teoria particular do abolicionismo;
C - o debate sobre a abolição trouxe à tona as ambigüidades das atitudes políticas de uma parte da elite brasileira, que julgava o ato de emancipação uma benesse, pela qual o ex-escravo deveria pagar;
D - os problemas ligados à escravidão se atenuaram ao longo do século XIX, quando o crescimento das revoltas escravas suprimiu conflitos entre os negros e as elites rurais.

Questão 30: (FAVIC/BA) "Mas como pode um homem escravizar outro homem? O homem negro não é melhor que o homem branco, nem pior a pele branca não é pior que a vermelha, nem melhor a pele negra, branca, vermelha, amarela é apenas a roupa que veste um homem" (Nascimento & Brant. In: Alencar et al, p. 42) Os versos da canção se reportam ao processo de escravidão no Brasil. Em relação a esse assunto, pode-se afirmar:
A - A lavoura cafeeira, dependente exclusivamente do trabalho escravo, sofreu grande declínio após a abolição, por falta de mão-de-obra.
B - A entrada de africanos no Brasil se inicia a partir das invasões holandesas, no Nordeste, pela necessidade de aumentar a produção açucareira.
C - A pressão político-militar da Inglaterra para acabar com o tráfico negreiro era uma exigência do capitalismo industrial, na busca de novos compradores para os produtos industrializados.
D - A abolição da escravatura modificou a vida da população negra, uma vez que, através de sua emancipação jurídica, foram criadas as condições para que os escravos saíssem da marginalidade social.
E - A campanha abolicionista foi um movimento iniciado ainda no Período Colonial, porque a escravidão sempre gerou resistência não só por parte dos escravos, mas também dos católicos, que não a aceitavam.

Questão 31: (UFBA)
MÃO-DE-OBRA ESCRAVA NO BRASIL DO SÉCULO XIX
A análise do mapa e os conhecimentos sobre a mão-de-obra escrava no Brasil do século XIX permitem afirmar:
1 - O elevado contingente de escravos registrado na província de Pernambuco, no início do século XIX, decorreu da implantação da produção do fumo e da expansão de indústrias de beneficiamento da borracha.
2 - A província do Rio de Janeiro apresentou um relativo equilíbrio no contingente de escravos, entre o início e o fim do século XIX, em razão da implantação da agricultura cafeeira, que substituiu as atividades anteriormente dominantes naquela província. 4 - A província de Minas Gerais manteve um número aproximado de escravos ao longo do século XIX, visto que ali ocorreram as primeiras experiências industriais promovidas pela política do Visconde de Mauá.
8 - A província de Minas Gerais manteve um número aproximado de escravos ao longo do século XIX, visto que ali ocorreram as primeiras experiências industriais promovidas pela política do Visconde de Mauá.
16 - A província de São Paulo iniciou sua agricultura cafeeira ainda nos moldes de economia escravista, fator que explica a presença ali de um número razoável de escravos, como registra o mapa.
32 - A presença do expressivo contingente de escravos na Província do Maranhão, na primeira metade do século XIX, relaciona-se com o desenvolvimento da agricultura do algodão na região.
SOMATÓRIA (______)

Questão 32: (UFG/GO) Leia os textos e assinale a(s) alternativa(s) correta(s):
Documento 1
Havia muitos destes índios pela Costa junto das capitanias, tudo enfim estava cheio deles quando começaram os portugueses a povoar a terra; mas porque os mesmos índios se levantaram contra eles e faziam-lhe muitas traições, os governadores e capitães da terra destruíram-nos pouco a pouco e mataram muitos deles, outros fugiram para o Sertão, e assim ficou a Costa despovoada de gentio ao longo das capitanias. Junto delas ficaram alguns índios destes nas aldeias que são de paz, e amigos dos portugueses. A língua deste gentio toda pela Costa é; uma:carece de três letras . não se acha nela F, nem L, nem R, cousa digna de espanto, porque assim não têm Fé,nem Lei, nem Rei; e desta maneira vivem sem justiça e desordenadamente. (GANDAVO, Pero de Magalhães. Tratado da Terra do Brasil:História da província de Santa Cruz. São Paulo: Itatiaia, 1980. p. 52.)
Documento 2
50$000 DE GRATIFICAÇÃO
Fugiu de Francisco Antônio Ribeiro, de sua chácara do rio Cumprido na vila de Serra uma sua escrava de nome Benedita, altura baixa, cor de formiga com dois dentes tirados na frente, com uma cicatriz debaixo do queixo, muito civilizada, e com um dedo da mão direita aleijado por ter sofrido de um panariço, desconfia-se andar pelos sertões da mesma vila ou por esta cidade procurando essas pessoas que costumam dar asilo a escravos fugidos para os comprar por força e a troca do barato: quem dela der notícia pegá-la, metê-la na cadeia, ou entregá-la nesta cidade ao Sr. Antônio Francisco Ribeiro, ou na vila da Serra a seu Sr. Será ratificado com a quantia acima, e protesta-se com todo rigor das leis contra quem a tiver acoitado. (FREYRE. Gilberto. O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX.2. ed. São Paulo: Nacional; Recife: Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, 1979. p. 4.)
A - Conforme se constata pela leitura do primeiro documento, o grau de desconsideração dos povos colonizadores das colônias portuguesas na América em relação aos gentios e à sua cultura era marcante. Os portugueses não conseguiram sequer aceitar as diferenças lingüísticas existentes e interpretavam a língua dos gentios a partir de sua própria visão de mundo.
B - Um elemento comum aos dois documentos é a demonstração da perspectiva de resistência entre os grupos que sofrem a colonização. Por um lado os índios que, pela visão do português, se levantam contra eles ou os traem e até mesmo fogem para o sertão. De outro lado, os negros que teimam em fugir e ainda uma boa parte da população que, por um motivo ou outro, os protegem e dão guarida.
C - Praticamente não houve escravização dos índios pelo fato de serem estes gentios inferiores biologicamente desordenados pelo fato de não terem lei ou justiça.
D - Os escravos negros marcaram a história da América Portuguesa e depois do Brasil independente pela rebeldia. São exemplos dessa rebeldia as diversas fugas, assassinatos de feitores, formação de quilombos e rebeliões diversas,destacando-se entre elas a Revolta dos Malês, na Bahia, em 1835.
E - Na primeira metade do século XIX, o medo de um levante de escravos em massa determinou as administrações das capitanias e depois províncias, adotassem medidas drásticas de contenção da população negra. Era o medo do "haitianismo",ou seja, que se repetissem aqui revoltas semelhantes àquelas ocorridas na ilha Caribenha.
F - A partir de 1880 intensifica-se uma luta pela abolição da escravidão no Brasil. o fato de o anunciante da fuga protestar contra a existência de pessoas que dão proteção aos escravos, apesar de chamar a atenção para o fato de que essas pessoas fazem isso com interesse particulares, já é um bom indício da ação de alguns abolicionistas, e da tomada de posição por parte de alguns membros da sociedade a favor desse movimento.

Questão 33: (PUC-MG) Observe com atenção o quadro abaixo
O quadro informa o preço de escravos no Vale do Paraíba paulista, no século XIX. Pela leitura do quadro e considerando o contexto histórico da época, é possível afirmar que, exceto:
A - a semelhança dos preços das escravas e dos escravos comprova que estes exerciam as mesmas tarefas e que o sexo não influenciava no valor do trabalhador;
B - o aumento do preço do cativo é significativo após 1850, em decorrência da abolição do tráfico negreiro pela decretação da lei Euzébio de Queiroz;
C - o maior valor da escrava, no ano de 1865, pode ser explicado, parcialmente, por seu papel reprodutor, o que a tornava mais valiosa naquele momento;
D - os preços de escravos de ambos os sexos praticamente triplicaram em 1855 se comparados com os anos 1830-40, quando havia oferta da mercadoria no mercado externo.

Questão 34: (UFPE) Um dos temas constantes na História do Brasil refere-se à escravidão. Muitas explicações são atribuídas ao fato de que a escravidão indígena foi sendo substituída pela africana. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
A - A principal razão pela qual a escravidão indígena foi sendo substituída pela africana deve-se ao fato de que o indígena era preguiçoso, preferia pescar e caçar a trabalhar forçado na agricultura.
B - O africano era uma raça mais adaptada ao trabalho agrícola, principalmente ao trabalho físico pesado. Na África, já estava habituado a esse tipo de atividade e, por essa razão, ele se adaptou melhor que os indígenas.
C - Os indígenas se rebelavam com mais freqüência contra o trabalho escravo que lhes era imposto, porque sua religião tinha como um dos mandamentos fundamentais o exercício da liberdade.
D - A morte dos povos indígenas - em razão dos ataques dos brancos e do contágio de doenças - além da proteção da Igreja, que condenava a escravidão desses povos gerou a busca pela alternativa do trabalho escravo africano.
E - É completamente equivocada a afirmação de que o africano se adaptou melhor à escravidão do que o indígena; qualquer povo livre sempre reagirá a qualquer tentativa de transformá-lo em escravo.

Questão 35: (UFPE) O sistema de exploração e produção escravista adotado pelos colonizadores ibéricos reduziram, inicialmente, apenas nativos à condição de escravos. Logo em seguida, introduziram, na América Central e do Sul, escravos de diferentes etnias africanas, por meio de um comércio articulado entre Europa, África e América. Sobre a exploração escravista, podemos afirmar o seguinte:
A - Durante quase quatrocentos anos a economia escravista colonial portuguesa anulou a vida sociocultural de índios e negros livres ou escravos na América e na África, pela escravidão ou extermínio.
B - Conhecimentos náuticos, embarcações velozes, descoberta de rotas marítimas e terrestres e uma grande quantidade de riqueza alimentaram as desigualdades econômicas entre membros da nobreza portuguesa.
C - As comunidades ameríndias também passaram a adotar a escravidão moderna, o que provocou enormes desigualdades sociais nos impérios e nas tribos escravistas e levou à extinção vários grupos étnicos.
D - Apesar de a vida útil do trabalho escravo ter sido em média de dez anos, o lucro ganho com este trabalho fez com que o sistema escravista sobrevivesse na América por séculos e, ao mesmo tempo, colaborasse para a acumulação capitalista.
E - Em torno do tráfico negreiro, outras atividades econômicas surgiram: o comércio da aguardente, da pólvora, dos tecidos e, entre os novos gêneros agrícolas, o do tabaco. Esses produtos ultrapassaram, em matéria de lucro, o comércio de escravos.

Questão 36: (UFPE) Como parte do projeto de colonização do Brasil, os colonos portugueses exploraram, além da mão-de-obra africana, terras e mão-de-obra indígena. Avalie as afirmações seguintes.
A - O monopólio do pau-brasil somente foi concedido ao nobre Fernando de Noronha, graças ao capital que este disponibilizou em contrato para a Coroa. Segundo o contrato, esse capital seria destinado à obtenção de madeira de qualidade e ao trabalho indígena escravo ou semi-escravo, na ilha que recebeu o seu nome.
B - Como Colônia portuguesa, cabia ao Brasil gerar lucros para sua metrópole, a fim de garantir o sustento e a manutenção do comércio com as Índias. Pedras preciosas, ouro e prata foram riquezas extraídas logo após o descobrimento do Brasil.
C - Através das Capitanias Hereditárias, o rei D. João III organizou o território indígena brasileiro, nomeando para as diversas capitanias donatários, que governaram com o auxílio de lideranças indígenas, as quais ocuparam cargos administrativos da maior importância.
D - Na disputa por terras com nativos, a ordem portuguesa era guerrear e fazer uma limpeza do terreno dos índios não-aliados, em benefício da colonização. Fundamentaram suas ações em um novo conceito de guerra - a justa.
E - A Confederação dos Cariris e a dos Tamoios foram organizadas a partir das invasões do território dos índios e da imposição da escravidão, como resposta à "nova política de colonização" portuguesa.

Questão 37: (UFMT) Em relação à extinção do tráfico negreiro, aprovada pelo Império Brasileiro em 1850, assinale a(s) alternativa(s) correta(s):
A - O fim do tráfico não comprometeu o sistema compulsório de mão-de-obra porque a taxa positiva de crescimento vegetativo da população escrava satisfez, em grande parte, a demanda.
B - A utilização da mão-de-obra livre nacional e a aquisição de escravos do Centro-Oeste decadente foram as soluções adotadas pela política imperial para a falta de braços na lavoura cafeeira.
C - A Lei de Terras, aprovada em 1850, determinou que as terras públicas passassem a ser vendidas e foi um mecanismo para dificultar o acesso à propriedade de terras por parte dos futuros imigrantes.
D - A reorientação de capitais antes utilizados na importação de escravos dinamizou a economia brasileira, dando origem a bancos, indústrias e empresas de navegação.

Questão 38: (UERGS) Nação pioneira do processo de industrialização (século XVIII), a Inglaterra passou a difundir internacionalmente os princípios do liberalismo econômico como forma de destruir os monopólios, ampliar o mercado consumidor para os seus produtos e obter matéria-prima a baixo preço para as suas fábricas. Nesse contexto, a Inglaterra desencadeou uma campanha de combate ao tráfico negreiro, forçando sua extinção. Em 1845, o Parlamento britânico aprovou uma lei que permitiu à Marinha de Guerra Inglesa perseguir e aprisionar os "tumbeiros" - os navios negreiros - em qualquer ponto do Atlântico. O texto acima está relacionado com a Lei:
A - Bill Aberdeen;
B - Visconde do Rio Branco;
C - Eusébio de Queirós;
D - Saraiva Cotegipe;
E - Áurea.

Questão 39: (UFC) Em sua obra O Abolicionismo, Joaquim Nabuco afirma: "Para nós a raça negra é um elemento de considerável importância nacional, estreitamente ligada por infinitas relações orgânicas à nossa constituição, parte integrante do povo brazileiro. Por outro lado, a emancipação não significa tão somente o termo da injustiça de que o escravo é martyr, mas também a eliminação simultânea dos dois typos contrários, e no fundo os mesmos: o escravo e o senhor." (NABUCO, Joaquim. O Abolicionismo. Edição fac-similar. Recife. Fundação Joaquim Nabuco. Ed. Massangana. 1988. p. 20) Em relação à condição do negro na sociedade brasileira, é correto afirmar que:
A - a abolição representou uma perda total da mão-de-obra pelos antigos senhores;
B - o fim da escravidão possibilitou ao negro liberto a integração no mercado de trabalho e o livre acesso à terra;
C - as Sociedade Libertadoras tinham como objetivo principal promover a integração do ex-escravo na sociedade, garantindo-lhe os direitos de cidadania;
D - a diferença entre o processo abolicionista ocorrido nos Estados Unidos da América e o ocorrido no Brasil foi a ausência de preconceito racial em nosso país;
E - o negro livre permaneceu à margem do universo cultural estabelecido por uma sociedade regida pelo branco e continuou sujeito ao preconceito e a novos mecanismos de controle social.

Questão 40: (FUVEST/SP) Sobre a Lei de Terras, decretada no mesmo ano (1850) da Lei Eusébio de Queróis, que suprimiu o tráfico negreiro, é correto afirmar que:
A - dificultava o acesso dos ex-escravos à propriedade da terra, estabelecendo o critério da compra e venda;
B - estava associada a uma concepção de distribuição de terras para estimular a produção agrícola;
C - facilitava a aquisição de terras pelos ex-escravos e imigrantes, ao associar terra livre e trabalho livre;
D - estava vinculada à necessidade de expansão da fronteira agrícola e aquisição de terras na Amazônia;
E - superava o antigo conceito de sesmaria, ao impedir a concentração de terras nas mãos de poucos proprietários.

Questão 41: (FUVEST/SP) Ao longo do século XVII, vegetais americanos, como a batata-doce, o milho, a mandioca, o ananás e o caju, penetraram no continente africano. Isso deve ser entendido como:
A - parte do aumento do tráfico negreiro, que estreitou as relações entre a América portuguesa e a África e fez do sistema sul-atlântico o mais importante do Império Português;
B - início do alinhamento crescente de Portugal com a Inglaterra, que pressupunha a consolidação da penetração comercial no interior da África;
C - fruto de uma política sistemática de Portugal no sentido de anular a influência asiática e consolidar a americana no interior de seu Império;
D - imposição da diplomacia adotada pela dinastia dos Braganças, que desejava ampliar a influência portuguesa no interior da África, região controlada por comerciantes espanhóis;
E - alternativa encontrada pelo comércio português, já que os franceses controlavam as antigas possessões portuguesas no Oriente e no estuário do Prata.

Questão 42: (UERJ) Em 1988, quando se comemorou o centenário da Lei Áurea, comentava-se em muitas cidades do Brasil, de forma irônica, que existiria uma cláusula no texto dessa lei que revogaria a liberdade dos negros depois de cem anos de vigência. O surgimento de tais comentários está relacionado à seguinte característica social:
A - surgimento do aphartheid;
B - permanência do racismo;
C - formação da sociedade de classe;
D - decadência do sistema de estamentos.

Questão 43: (ULBRA/RS) A vinda da Família Real para o Brasil trouxe não apenas uma elite acuada pelas pressões internacionais, mas também os interesses econômicos ingleses traduzidos por taxas alfandegárias e pela discussão em torno da mão-de-obra utilizada na Colônia. Esta discussão precipitou alguns tratados que visavam:
A - ao fim do tráfico de escravos e a abolição do trabalho compulsório, que veio a ser sugerido na forma de lei em 1831;
B - ao recadastramento de todos os eleitores, independente do caráter censitário dos cargos;
C - à rearticulação dos acordos internacionais privilegiando as ações do Leste Europeu e dos planos trienais;
D - à manutenção do pacto colonial inglês e associação da elite brasileira ao projeto industrial de Manchester;
E - ao apoio aos tenentes e ao grupo dos 18 do forte na sua marcha pelos setores econômicos do Nordeste e do Centro-Oeste.

Questão 44: (UFF/RJ) Nos últimos anos, estudos acerca da escravidão têm revelado uma sociedade na qual os negros, mesmo submetidos a condições subumanas, foram sujeitos de sua própria história. Sobre a atitude rebelde dos cativos, assegura-se que:
A - tarefas malfeitas e incompletas atestavam a veracidade dos argumentos sobre a ignorância dos escravos, o que impossibilitava a organização de movimentos rebeldes;
B - a vigilância e fiscalização do feitor impediam a rebeldia, restringindo as alternativas de contestação à fuga e ao suicídio;
C - as revoltas raramente ocorriam, pois, considerados mercadorias, os escravos se reconheciam como coisas e não como humanos;
D - a rebeldia negra apoiou-se, sobretudo, na manutenção, por parte dos cativos, de seus valores culturais;
E - o levante dos malês, em 1835, tinha forte conteúdo étnico, o que explica a excepcionalidade desse motim ocorrido na Bahia.

Questão 45: (UFRGS) Leia o texto: "Rio Branco defendia seu projeto, argumentando que oferecia a mais razoável e moderada de todas as soluções. Visava a restabelecer a tranqüilidade pública e a prosperidade ameaçada, e, sobretudo, a restaurar a confiança dos proprietários que não podiam continuar na incerteza que viviam, aterrorizados pelo espectro da abolição. A resistência à mudança, argumentava ele, teria o efeito de instigar o descontentamento público, a tal ponto que uma medida conciliatória e moderada já não seria mais aceitável. O projeto oferecia grandes vantagens aos proprietários: condenava a escravidão a desaparecer a longo prazo, sem abalo para a economia, dando aos proprietários bastante tempo para se acomodarem sem dificuldades à nova situação. E o que era ainda mais importante: respeitava o direito de propriedade.." (Adaptado de: COSTA, Emília Viotti da. A abolição. São Paulo: Global, 1982.) No século XIX, no Império do Brasil, foram debatidos e aprovados muitos projetos relacionados à questão da escravidão. A qual medida o texto acima se refere?
A - À Lei do Ventre Livre.
B - Ao Bill Aberdeen.
C - À Lei dos Sexagenários.
D - À Lei Eusébio de Queiroz.
E - À Lei Áurea.

Questão 46: (UNIRIO/RJ) Art. 1º. As embarcações brasileiras encontradas em qualquer parte, as estrangeiras encontradas nos portos, enseadas, ancoradouros, ou mares territoriais do Brasil, tendo a seu bordo escravos, cuja importação é proibida por Lei de 7 de novembro de 1831, ou havendo-se desembarcado, serão apreendidas pelas autoridades, ou pelos navios de guerra brasileiros, e consideradas importadoras de escravos. (Lei nº. 531 de 4 de setembro de 1850. Estabelece medidas para a repressão do tráfico de africanos neste Império. In: Organizações e programas ministeriais. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1982.) A respeito dos diversos resultados que a lei acima trouxe para a situação da mão-de-obra, no Império, podemos afirmar corretamente que o (a):
A - acesso à terra, como uma forma de atrair os imigrantes dispostos a trabalhar no país, foi facilitado;
B - fracasso da experiência da parceria desestimulou a política de imigração no Império, a qual só foi retomada na República;
C - existência do comércio interno de escravos resolveu completamente a demanda de mão-de-obra da cafeicultura do Centro-Sul;
D - lei favoreceu o sucesso das experiências ligadas às colônias de parceria, principalmente aquelas empreendidas pelo senador Vergueiro;
E - intensificação do tráfico interprovincial transferiu grandes contingentes de escravos do Norte para o Centro-Sul do país.

Questão 47: (UFMG) Leia este trecho de documento: Pela presente, por um de nós escrita e por ambos assinada, declaramos que, desejando comemorar por um ato digno da Religião de Cristo, o redentor, e de humanidade, o aniversário que hoje celebramos, e atendendo aos serviços que já tem nos prestado o pardo Sabino, nosso escravo, temos de comum acordo e de muita nossa livre e espontânea vontade, resolvido conferir ao mesmo, como conferimos, a sua liberdade, podendo conduzir-se como se de ventre livre fosse nascido: com a cláusula porém de continuar a servir-nos, ou a pessoa por qualquer de nós designada, ainda por espaço de cinco anos a partir desta data.
(Registro de uma carta de liberdade conferida, em 1866, pelo Dr. Agostinho Marques Perdigão Malheiro e sua mulher ao pardo Sabino. Citado por CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 140.) Com relação à conjuntura histórica em que foi abolida a escravidão e com base nas informações contidas nesse trecho, é correto afirmar que:
A - a extinção da escravidão se deu de forma abrupta, sendo que as elites abolicionistas optaram por uma estratégia radical de enfrentamento com a Coroa, o que causou grandes traumas sociais;
B - as soluções encontradas para o problema da escravidão não escaparam ao controle político da Igreja Católica, que acabou impondo aos fiéis da elite uma teoria particular do abolicionismo;
C - o debate sobre a abolição trouxe à tona as ambigüidades das atitudes políticas de uma parte da elite brasileira, que julgava o ato de emancipação uma benesse, pela qual o ex-escravo deveria pagar;
D - os problemas ligados à escravidão se atenuaram ao longo do século XIX, quando o crescimento das revoltas escravas suprimiu conflitos entre os negros e as elites rurais.

Questão 48: (UFJF/MG) "São pois os ditos índios aqueles que vivendo livres e sendo senhores naturais das suas Terras, foram arrancados delas com suma violência e tirania (...) até chegarem às terras de São Paulo onde os moradores serviam e servem deles como escravos." (Antônio Vieira – 1692)
"Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar a fazenda, nem ter engenho corrente. (...) Os de Cabo Verde e São Tomé são mais fracos. Os de Angola, criados em Luanda, são mais capazes de aprender ofícios mecânicos. (...)" (Antonil – 1711)
Podemos perceber, através dos trechos citados acima, que índios e negros participaram da construção da história brasileira a partir de diferentes circunstâncias, mas ambos, igualmente, foram vítimas de um forte processo de exclusão social. Com base nessa reflexão, assinale a alternativa incorreta:
A - No início da colonização, recorreu-se à escravização da mão-de-obra indígena, rompendo as relações amistosas dos primeiros contatos entre portugueses e nativos.
B - As epidemias e as mortes por trabalho forçado, ao causarem rápido decréscimo da população nativa, bem como as pressões jesuíticas contrárias à sua escravização, constituíram importantes obstáculos à transformação do índio em principal força de trabalho.
C - Embora exercessem funções mais especializadas, como a de ferreiros e carpinteiros, os escravos africanos eram fundamentalmente utilizados nas atividades agrícolas e mineradoras.
D - A expulsão dos índios de suas terras, sua escravização, bem como o seu aldeamento nas missões jesuíticas, contribuíram para a dissolução de seus padrões culturais.
E - O tráfico de escravos africanos era uma atividade da qual participavam somente elementos da Corte Portuguesa – burocratas e grandes proprietários – através do comércio triangular África – Lisboa – Brasil.

Questão 49: (UFMG) Considerando-se a população escrava negra no Brasil até o final do século XVIII, é correto afirmar que houve:
A - crescimento vegetativo constante, devido à ausência de qualquer tipo de controle de natalidade junto à população escrava;
B - declínio progressivo da população negra alforriada, em razão da necessidade de se manter a mão-de-obra escrava;
C - equilíbrio entre os escravos do sexo feminino e masculino, com o objetivo de garantir o crescimento da população cativa;
D - necessidade de repor constantemente a mão-de-obra escrava com negros trazidos da África, para suprir uma forte demanda.

Questão 50: (FUVEST/SP) Durante o período colonial, o Estado português deu suporte legal a guerras contra povos indígenas do Brasil, sob diversas alegações; derivou daí a guerra justa, que fundamentou:
A - o genocídio dos povos indígenas, que era, no fundo, a verdadeira intenção da Igreja, do Estado e dos colonizadores;
B - a criação dos aldeamentos pelos jesuítas em toda a colônia, protegendo os indígenas dos portugueses;
C - o extermínio dos povos indígenas do sertão quando, no século XVII, a lavoura açucareira aí penetrou depois de ter ocupado todas as áreas litorâneas;
D - a escravização dos índios, pois, desde a antigüidade, reconhecia-se o direito de matar o prisioneiro de guerra, ou escravizá-lo;
E - uma espécie de "limpeza étnica", como se diz hoje em dia, para garantir o predomínio do homem branco na colônia.

Questão 51: (CESGRANRIO/RJ) No Brasil, o quilombo foi uma das formas de resistência da população escrava. Sobre os quilombos no Brasil, é correto afirmar que a(o):
A - existência de poucos quilombos na região norte pode ser explicada pela administração diferenciada, já que, no Estado do Grão-Pará e Maranhão, a Coroa Portuguesa havia proibido a escravidão negra;
B - quase inexistência de quilombos no sul do Brasil se relaciona à pequena porcentagem de negros na região, e que também permitiu que lá não ocorressem questões ligadas à segregação racial;
C - população dos quilombos também era formada por indígenas ameaçados pelos europeus, brancos pobres e outros aventureiros e desertores, embora predominassem africanos e seus descendentes;
D - maior dos quilombos brasileiros, Palmares, foi extinto a partir de um acordo entre Zumbi e o governador de Pernambuco, que se comprometeu a não punir os escravos que desejassem retornar às fazendas;
E - maior número de quilombos se concentrou na região nordeste do Brasil, em função da decadência da lavoura cafeeira, já que os fazendeiros, impossibilitados de sustentar os escravos, incentivavam-lhes a fuga.

Questão 52: (UFES) A maior demonstração de resistência dos negros escravizados no Espírito Santo contra a inumana e violenta escravidão completa este ano 150 anos de história. A Insurreição do Queimado assim como diversos outros movimentos e quilombos registrados no Estado demonstraram a organização do grande contingente negro aqui estabelecido durante o cativeiro. Podemos afirmar que a Insurreição:
A - ocorreu na região de São Mateus e foi motivada pela morte da princesa negra Zacimba Gaba, a maior liderança contra a escravidão no norte do Estado;
B - foi organizada por líderes negros, entre os quais Elisiário e Chico Prego, para exigir a liberdade dos negros do Queimado, atual região da Serra, no dia da inauguração da Igreja que tinham construído;
C - teve como principal motivo o ataque da força policial ao quilombo localizado na Serra, já que os negros revoltos, sob o comando de Benedito Meia-Légua, promoviam saques às fazendas;
D - ocorreu na região de Cachoeiro de Itapemirim, maior produtor de café na segunda metade do século XIX, onde se reunia o maior contingente de negros escravizados da província do Espírito Santo;
E - foi provocada pela chegada dos imigrantes alemães que se instalaram na colônia de Santa Izabel, atual Domingos Martins, e que substituíram a mão-de-obra negra no trabalho agrícola.

Questão 53: (UNICSUL/SP) Leia atentamente a canção A mão da limpeza, do compositor Gilberto Gil, julgue as afirmativas e assinale conforme o código. Mesmo depois de abolida a escravidão negra é a mão de quem faz a limpeza, lavando a roupa encardida, esfregando o chão negra é a mão, é a mão da pureza, negra é a vida consumida ao pé do fogão negra é a mão nos preparando a mesa, limpando as manchas do mundo com água e sabão
I. A abolição pode ser considerada uma vitória dos cafeicultores do oeste paulista, que continuaram a adotar técnicas atrasadas de cultivo e a explorar os negros libertos como se ainda fossem escravos.
II. O movimento abolicionista foi obra de intelectuais, jornalistas, políticos e escritores, restringindo-se aos teatros e salões elegantes, o que impediu transformações estruturais na sociedade brasileira.
III. A maioria dos escravos negros continuou desempenhando papéis sociais subalternos depois da Abolição, devido a uma série de fatores, tais como: a falta de recursos financeiros, o baixo nível cultural e o descaso do Governo.
IV. A Abolição, apesar de ser uma vitória da luta dos escravos negros aliados ao movimento abolicionista, foi limitada e não conseguiu destruir totalmente a mentalidade escravista, que caracterizava a sociedade brasileira e que ainda pesa sobre o presente da nossa nação.
Quais estão certas?
A - Apenas I.
B - Apenas I e II.
C - Apenas II e III.
D - Apenas III e IV.
E - I, II, III, IV.

Questão 54: (FURG/RS) Em ordem cronológica, as leis que gradualmente extinguiram a escravidão no Brasil foram:
A - Ventre Livre, Áurea, Sexagenários, Eusébio de Queiroz;
B - Sexagenários, Eusébio de Queiroz, Áurea, Ventre Livre;
C - Eusébio de Queiroz, Ventre Livre, Sexagenários, Áurea;
D - Ventre Livre, Eusébio de Queiroz, Sexagenários, Áurea;
E - Áurea, Eusébio de Queiroz, Ventre Livre, Sexagenários.

Questão 55: A primeira metade do século XIX foi marcada pelas pressões inglesas contra o tráfico negreiro. Em 1850, a lei de extinção do tráfico foi aprovada pelo Poder Legislativo imperial.
Podemos citar como desdobramento do fim do tráfico:
A - a possibilidade do aumento das exportações de produtos manufaturados ingleses para o Brasil, na medida em que os ex-escravos foram automaticamente incorporados ao mercado consumidor destes produtos;
B - a substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre do imigrante nas fazendas açucareiras no Nordeste, já que seus proprietários preferiram vender os escravos, que ainda possuíam, aos fazendeiros de café do Vale do Paraíba fluminense;
C - o pronto investimento em atividades industriais pelos ex-traficantes negreiros, o que gerou um conflito entre estes e os cafeicultores do oeste paulista, árduos defensores da economia agrícola baseada exclusivamente na exploração de escravos africanos;
D - a organização de colônias de imigrantes em Blumenau, Joinville, Novo Hamburgo e Friburgo, cujo objetivo era criar um depósito de mão-de-obra disponível para o trabalho nas fazendas de café prejudicadas pela escassez de escravos africanos;
E - a liberação de capitais e sua aplicação em melhoramentos técnicos nas fazendas cafeeiras, em serviços urbanos, na construção de estradas de ferro, no sistema bancário e financeiro, na modernização do setor de comercialização do café e em estabelecimentos industriais.

Questão 56: (FEPAR/PR) “É um fato histórico que a Monarquia só se fundou no Brasil por ser a garantia da escravidão. Foi, pois, a pele esticada do escravo, o tecido de que se fez, o manto imperial do Brasil.” (A Semana Política, José do Patrocínio) Em relação à questão do elemento servil no final do Império, assinale a alternativa INCORRETA:
A - Os cafeicultores do Oeste novo paulista, em sua maioria, apoiavam a abolição.
B - Os fazendeiros do Vale do Paraíba defendiam a manutenção do trabalho escravo.
C - O emancipacionismo defendia a extinção gradual do trabalho escravo.
D - A Lei do Ventre Livre é um exemplo da política emancipacionista do governo imperial.
E - A resistência dos escravos tornou-se mais ativa na última década do Império, sem encontrar apoio na sociedade.

Questão 57: (UFBA) O interesse inglês na extinção do tráfico negreiro no Brasil decorreu:
A - da necessidade de ampliação do mercado consumidor brasileiro para suas mercadorias;
B - da preocupação humanitária e filantrópica pela sorte dos escravos;
C - da necessidade de conversão dos africanos ao protestantismo;
D - da ampliação do mercado de escravos nas colônias inglesas;
E - do crescimento do processo de industrialização no Brasil.

Questão 58: (UFPR) Através da Bula Sublimis Deus, de dois de junho de 1537, o papa Paulo III declarou que os índios eram verdadeiros homens, portanto capazes de aceitar a fé cristã. A Bula proibia a escravização e a espoliação de qualquer índio, convertido ou pagão. No Brasil, apesar disso, os índios foram escravizados por meio de diversos artifícios legais. Sobre a questão indígena no Brasil é correto afirmar:
1 - A legislação colonial ibérica tendeu a proibir a escravização dos indígenas, excluídos aqueles que fossem capturados em “guerras justas”.
2 - Os bandeirantes realizaram numerosas expedições de apresamento de índios, sendo responsáveis pela destruição das missões jesuíticas espanholas, dentre as quais a da região do Guairá.
4 - Nas lavouras açucareiras do Nordeste, entre os séculos XVI e XVII, o uso da mão-de-obra indígena foi paulatinamente sendo substituído pela exploração do escravo africano.
8 - O Marquês de Pombal, ministro do rei D. José I, para acabar com a influência dos jesuítas nas comunidades indígenas e no setor educacional, os expulsou de Portugal e de suas colônias.
16 - Os índios escravizados eram usados principalmente em tarefas domésticas.
SOMATÓRIA (______)

Questão 59: (FATEC-SP) Quando se afirma que, na estrutura econômica da formação social brasileira, as relações de produção eram escravistas, isto significa que:
A - as relações de produção escravistas eram as únicas que mereciam a proteção do Estado;
B - as relações de produção escravistas eram as únicas existentes na formação social brasileira;
C - tratava-se de uma estrutura econômica pouco produtiva do ponto de vista técnico, exigindo por isso grande número de trabalhadores;
D - as relações de produção escravistas subordinavam outros tipos de relação de produção e que a acumulação de capital se realizava fundamentalmente pela exploração do trabalho escravo;
E - os produtos que resultavam da atividade do trabalhador escravo eram os únicos a serem exportados para os outros setores de consumo externo, especialmente na Europa e África.

GABARITO: questão 21: E - questão 22: B - questão 23: C - questão 24: D - questão 25: D - questão 26: D - questão 27: C - questão 28: E - questão 29: C - questão 30: C - questão 31: 50 - questão 32: A, B, D, E, F - questão 33: A - questão 34: D, E - questão 35: B, D - questão 36: A, D, E - questão 37: C, D - questão 38: A - questão 39: E - questão 40: A - questão 41: A - questão 42: B - questão 43: A - questão 44: D - questão 45: A - questão 46: E - questão 47: C - questão 48: E - questão 49: D - questão 50: D - questão 51: C - questão 52: B - questão 53: D - questão 54: C - questão 55: E - questão 56: E - questão 57: A - questão 58: 15 - questão 59: D

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